Quarta, 13 Outubro 2021 14:16

REFORÇO NA SAÚDE | Atuação do fisioterapeuta e terapeutas ocupacionais contribuí para o tratamento de pacientes Destaque

Escrito por Lucas Sechi
REFORÇO NA SAÚDE | Atuação do fisioterapeuta e terapeutas ocupacionais contribuí para o tratamento de pacientes Ascom/Sesau

Recuperar a qualidade de vida de pacientes com capacidades fragilizadas é a especialidade dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, profissionais que têm sido fundamentais para o avanço no tratamento de pacientes atendidos na rede estadual de saúde.

Em Roraima, o Governo do Estado, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), tem investido em estratégias para fortalecer os serviços em que há a intervenção destes profissionais, com foco na melhor assistência em reabilitação oferecida nas unidades que prestam o atendimento especializado à população.

“O nosso Estado hoje conta com serviços nestas duas áreas que não só restabelecem os movimentos e as capacidades, mas que são fortes o bastante para restabelecer também o sorriso e resgatar a esperança dos pacientes atendidos nas nossas unidades. Fortalecer uma saúde acolhedora, que beneficia muito além dos casos clínicos, é o nosso objetivo”, ressaltou o governador Antonio Denarium.

Quando se fala na figura do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional o Nerf (Núcleo Estadual de Reabilitação Física 5 de Outubro) é uma das unidades referência no atendimento de usuários com idade superior aos 13 anos.

“Tratam-se de profissionais de suma importância na vida das pessoas que realmente precisam, pois, um público com pacientes fragilizados que precisam de profissionais completamente capacitados é o que temos atualmente, e é esse serviço realizado em diversas áreas de tratamento que estamos buscando fortalecer, proporcionando maior qualidade de vida para as pessoas”, complementou o secretário de Saúde, Leocádio Vasconcelos.

De acordo com a gerente do Núcleo, Beatriz Vasconcelos, a unidade absorve toda a demanda de reabilitação nas áreas de trauma ortopédico e reumatologia, atendendo pacientes referenciados, que podem contar também com acolhimento psicológico, conforme avaliação médica e relato do paciente.

“Nossa principal demanda é de pacientes que chegam com fratura na coluna, que são causadas, em grande parte, por acidentes no trânsito. Esses pacientes são referenciados do Hospital Geral ou da Clínica Coronel Mota para o nosso Núcleo. Todo a nossa equipe de profissionais é capacitada para acolher e orientar os usuários, com foco no bem-estar físico e psicológico do paciente, de forma que ele consiga ter sua função física restaurada e sua independência funcional restabelecida”, destacou.

O Estado também conta com o CER II (Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual), onde os profissionais têm como foco os pacientes com sintomas neurológicos.

A terapeuta ocupacional do Centro, Irlene Moreno, destaca que, em sua área, o trabalho é desempenhado em conjunto com o paciente, onde a atenção é fundamental para desenvolver uma efetiva recuperação clínica para pacientes referenciados pela atenção primária ou pelas unidades da rede estadual.

“Atuar nessa área dentro do Centro Especializado, para mim, é poder ajudar os pacientes com muito conhecimento e técnicas diversas, mas também utilizando coisas simples e do dia-a-dia que favorecem a retomada da independência desse indivíduo e, junto com ele, ouvindo e acolhendo, pensar nas melhores formas de tratamento para o caso”, frisou.

Tratamento de pacientes em recuperação da covid-19

A atuação do profissional de fisioterapia tem feito a diferença também na vida de quem tem se recuperado da covid-19. No Hospital Coronel Mota, além dos serviços de acupuntura, fisioterapia no pé diabético, fisioterapia hanseníase, fisioterapia para pessoas imunodeprimidas, foi implantado em 2020, o serviço de fisioterapia cardiorespiratória pós covid, com foco na assistência fisioterapêutica cardiovascular e pneumofuncional. Nos últimos dois anos, 2.771 atendimentos foram realizados na unidade, envolvendo esses atendimentos.

“A gravidade das sequelas, a idade e a presença de outras comorbidades vão determinar o tempo de reabilitação dos pacientes, por isso é importante que os pacientes que já tiveram a covid e planejam iniciar a reabilitação fiquem atentos a qualquer agravo, principalmente os pacientes que passaram pela UTI”, esclareceu a fisioterapeuta da clínica Thyene Almeida.

Peça-chave para o tratamento de bebês e mulheres durante o climatério

No Centro de Referência de Saúde da Mulher os tratamentos de reabilitação também estão presentes com a fisioterapia ginecológica para o bom desenvolvimento gestacional, a uroginecologia, implantada em junho deste ano, que é a fisioterapia para mulheres em climatério, o período de transição da fase reprodutiva para a fase de pós menopausa.

E, além destas, também a fisioterapia Follow Up, serviço exclusivo para habilitação de bebês de 0 a 2 anos de vida com capacidades motoras e cognitivas limitadas.

Em 2020, foram realizados 420 atendimentos pela fisioterapia ginecológica e 774 atendimentos pelo Follow Up. Em 2021, até o momento foram realizados 996 atendimentos pela fisioterapia ginecológica, mais 1799 atendimentos do Follow Up e 153 atendimentos pela fisioterapia de uroginecologia.

De acordo com a fisioterapeuta pélvica Maria Peres, o acompanhamento é disponibilizado ainda após o nascimento dos bebês, os que necessitam de estimulação para desenvolvimento normal. Já no caso das mulheres, são aquelas que iniciam o acompanhamento do climatério.

“A nossa especialidade cuida de gestantes, então, estamos tratando de duas vidas ao mesmo tempo. A mulher está esperando a chegada do seu maior amor, que é a chegada de um filho, então a preparação que nós fazemos do corpo dessa mulher é muito importante para que ela se sinta segura durante a gestação, e eu me sinto muito feliz e agradeço a Deus pela oportunidade de cuidar dessas mulheres e dos seus bebês”, disse.

 Profissionais se emocionam ao falar sobre o trabalho que realizam no Estado

A fisioterapeuta do Nerf Marta Loureiro, ressalta a gratidão que sente pela missão que tem de reestabelecer movimentos e esperança em seu ambiente profissional.

“É um trabalho que exige muito de nós profissionais, tanto do nosso físico quanto do emocional, pois o paciente para nós é um todo e não apenas uma patologia. Temos que ter escuta para as suas queixas físicas como também para as suas ansiedades, angustias, tristezas e expectativas. Além disso, temos que lidar com as nossas frustrações por não conseguir, em algumas vezes, o resultado esperado, mas todo esse trabalho é gratificante, é poder cuidar do outro e contribuir de forma positiva na saúde da população”, disse.