Domingo, 11 Agosto 2019 17:30

AGOSTO DOURADO | Ação em prol do aleitamento materno ocorreu nesse sábado Destaque

Escrito por VÂNIA COELHO
Mães participaram de atividades e receberam informações sobre a importância do aleitamento para o crescimento saudável dos bebês Mães participaram de atividades e receberam informações sobre a importância do aleitamento para o crescimento saudável dos bebês Eides Antonelli

A Praça do Mirandinha, no bairro Caçari, cercada de natureza por todos os lados, foi o local escolhido para a realização do 6º Mamaço Oficial, alusivo ao Agosto Dourado 2019, na tarde desse sábado, 10, com a presença de dezenas de mães e bebês.

A ação é uma realização da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), por meio do Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazaré, com apoio de outras unidades de saúde e associações de classe, com a finalidade de promover reflexão sobre a importância do aleitamento materno e apoiar as mães.

Conforme a vice-presidente da Sociedade Roraimense de Pediatria, Ana Carolina Brito, o Agosto Dourado ocorre em 50 Países. “O mundo inteiro intensifica as ações de solidariedade ao aleitamento materno. Todas as unidades e entidades aproveitam esta data para fortalecer atividades com as gestantes e com a equipe multiprofissional que atua com essas mães”, explicou.

Ana Carolina ressaltou que o aleitamento materno pode ser difícil e as mães podem pedir ajuda para superar as dificuldades. “As dificuldades podem e devem ser superadas para que o bebê tenha direito ao aleitamento materno exclusivo pelos seis meses de vida. Uma mãe nunca amamenta sozinha. Ela sempre precisa de uma equipe de apoio, que se inicia na família e chega até os cuidadores da área da saúde quando ela tem suas dificuldades”, disse e ressaltou que a ação é para esclarecer que é possível superar as dificuldades e ter sucesso no aleitamento materno, mesmo quando a mãe se sente incapaz de amamentar.

A coordenadora do Banco de Leite da Maternidade, Sílvia Furlin, explicou que o Mamaço é um apoio à causa do aleitamento materno em parceria com a SRP (Sociedade Roraimense de Pediatria), com a Clínica da Criança, entre outras instituições parceiras. “Queremos chamar toda a sociedade para apoiar a causa. As mães que têm excedente de leite materno em casa, que façam a doação ao Banco de Leite da Maternidade. Essas mães vão salvar a vida de um bebê em uma unidade Neonatal”, frisou.

Poliane Ferreira dos Santos destacou a importância do evento. Ela conta que foi doadora de leite materno por dois anos. “É um incentivo para outras mães conhecerem esse projeto que é de uma grandeza. Quando tive minha filha, fiquei um mês na Maternidade e vi a importância de ajudar mães de bebês prematuros. Às vezes, a gente quer ajudar e não sabe como. Uma das formas de ajudar é fazendo a doação de leite humano”, disse, acrescentando que muitas mães que têm bastante leite, em vez de jogar fora, podem guardar em um pote para doar ao Banco de Leite. É simples, as mães nem precisam sair de casa. Os Bombeiros vão buscar em sua residência”, disse.

Poliane destaca ainda a importância da amamentação para a saúde do bebê. “É de uma importância tremenda, principalmente na questão de enfermidades. Minha filha já vai fazer três anos e é muito difícil ela adoecer”, afirmou.

Para Daniel Holanda, que acompanhou a esposa e o filho Arthur durante o Mamaço, é fundamental a participação dos pais. “É muito importante esse evento, porque mostra um pouco a educação com a criança quando nasce. Nós mesmos passamos por algumas dificuldades no início. Eu, como pai, ajudo no que puder. Colocar pra arrotar, dar uma voltinha. No começo, ele não pegou o peito, mas fomos insistindo e, hoje, ele só mama no peito. É muito bom, porque a amamentação no peito é a melhor. Vamos levar até os dois anos”, frisou.

Hanaia Campos, mãe do Arthur, falou da falta de experiência no início.   “No começo é bem complicado. A gente não tem noção. O Arthur rejeitava o peito, mas tentamos de várias formas. Hoje, amamento usando um bico de silicone em um dos seios. Foi uma opção que consegui para poder amamentar”, disse satisfeita de não ter desistido de amamentar seu bebê.

Raquel Silva, mãe de uma bebê prematura que nasceu com cinco meses e 500 gramas, falou  que a criança passou quatro meses na unidade Neonatal da Maternidade e, nesse período, era alimentada com leite do Banco de Leite. “Foi importante. Sempre deram assistência para mim e para a minha filha. Agora, ela está com sete meses e quatro quilos. É uma criança tranquila e está muito bem”, disse.

Durante o Mamaço, teve aula de ioga para gestantes, oferecimento de comidas naturais, além de oportunidade para esclarecimento de dúvidas com pediatras e toda a equipe que apóia o aleitamento materno.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento das crianças e deve ser feito de forma exclusiva até o sexto mês de vida e até os dois anos, associado com outros alimentos.