Segunda, 10 Fevereiro 2020 21:01

COMBATE AO CORONAVÍRUS | Implantação de Centros de Observação Emergencial começará por Roraima Destaque

Escrito por MINERVALDO LOPES
Segundo o secretário de Saúde, Allan Garcês, a decisão do ministro Mandetta levou em consideração o fato de o Estado possuir duas fronteiras internacionais e ser a porta de entrada para o País Segundo o secretário de Saúde, Allan Garcês, a decisão do ministro Mandetta levou em consideração o fato de o Estado possuir duas fronteiras internacionais e ser a porta de entrada para o País Pedro Barbosa

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, dia 10, o secretário estadual de Saúde, Allan Garcês, afirmou que a implantação do COE (Centro de Operações Emergenciais) em Saúde Pública deverá ser iniciada primeiramente por Roraima, Estado que é a porta de entrada para o País e que possui duas fronteiras internacionais.

Aos veículos de comunicação, Garcês ressaltou que a decisão partiu de um entendimento único do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que considerou a peculiaridade existente no Estado. A implantação do COE, segundo ele, deverá ser supervisionada pelo secretário de Vigilância em Saúde do MS, Wanderson Oliveira.

“Dentro de 15 a 20 dias, nós já teremos aqui [no Estado] a presença do secretário de Vigilância em Saúde [do MS] e ele vem exatamente para verificar o melhor local para a instalação [do COE]”, completou.

Ainda segundo o secretário, um dos pontos cruciais que serão discutidos durante a implantação do 1º COE do País em terras roraimenses será a rede de comunicação existente nas fronteiras, principalmente no tocante à conexão de internet. 

“Há a necessidade de uma comunicação direta e efetiva com Brasília. Na fronteira, por exemplo, temos que levar em consideração como é que funciona essa comunicação com a internet, pois tudo indica que a melhor alternativa para assegurar uma comunicação eficaz seja a instalação aqui na capital”, ressaltou.

Além de Garcês, participaram da coletiva de imprensa o secretário adjunto, Rodrigo Santana; o médico infectologista  Alexandre Salomão; a diretora do DVE (Departamento de Vigilância Epidemiológica), Valdirene Oliveira; e a coordenadora geral de Vigilância em Saúde, Neila Macedo.

Treinamento

Outro ponto esclarecido na entrevista com os jornalistas foi quanto às ações que já estão sendo executadas em Roraima, no tocante ao Plano Estadual de Contingência do Novo Coronavírus.

Além dos municípios que são porta de entrada para o País, como Pacaraima e Bonfim, além do Aeroporto Internacional de Boa Vista, os trabalhos de capacitação também estão sendo levados para os Distritos Sanitários Indígenas, em uma parceria que visa amparar uma população considera extremamente vulnerável para qualquer tipo de endemia existente.

“Amanhã será feito o contato novamente com a representação dos municípios do Estado e os agentes do DSEI-Leste, justamente para que eles comecem a atuar na verificação de casos suspeitos e, paralelo a isso, também temos capacitações ocorrendo no HGR, Maternidade e unidades básicas de Boa Vista”, salientou Valdirene Oliveira.

A diretora da DVE ressaltou ainda que o Estado também já definiu as unidades que serão referência para o atendimento e tratamento de pacientes com sintomas que sejam compatíveis com a doença, além dos locais que servirão como retaguarda, caso seja necessário.

“O HGR [Hospital Geral de Roraima] e HCSA [Hospital da Criança Santo Antônio] serão as principais unidades de referência para o tratamento de pacientes. Já as unidades de retaguarda vão funcionar como suporte para os casos que não puderem ficar em isolamento residencial. Nisso, nós teremos um local de isolamento hospitalar que vão funcionar no Hospital de Alto Alegre, Hospital de Pacaraima, Hospital Rorainópolis e Hospital de Caracaraí”, complementou.

Brasil segue sem casos confirmados

Até às 12h deste domingo, dia 9, o Brasil não tinha nenhuma confirmação de paciente com coronavírus. A última atualização indicou 11 casos suspeitos e 28 casos descartados após análise laboratorial. O médico infectologista Alexandre Salomão salientou novamente os cuidados que a população deve tomar frente a essa nova ameaça.

“O que nós temos que fazer é usar as medidas de prevenção que já conhecemos para as doenças respiratórias e a principal medida individual nesse sentido é lavagem frequente das mãos com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, ou uso álcool em gel. Temos também que manter uma distância sempre segura de pessoas doentes e, no caso de pessoas com suspeita de doença respiratória, evitar sair de casa e contato com outras pessoas, para não propagar a doença”, pontuou.